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Ingestão excessiva de refrigerantes e alimentos ácidos pode levar à biocorrosão dental PDF Imprimir E-mail
Qui, 17 de Maio de 2018 12:18

biocorrosao dentalTem aumentado o número de casos de biocorrosão dental entre alunos e servidores, segundo observa o dentista Rogério Góes, que atende no Setor de Saúde do Câmpus Florianópolis. Muitos desses casos têm ligação com a ingestão excessiva de refrigerantes e alimentos ácidos.


Para o dentista, as sociedades modernas têm visto aumentar a oferta de bens de consumo em um ritmo extremamente grande, e o fenômeno atinge também os gêneros alimentícios, com todo o leque de benefícios e problemas que podem produzir, dependendo do que for consumido.

“As estruturas dentais duras (esmalte e dentina) constituem-se, basicamente, de componentes minerais, em percentuais de 96% e 70% respectivamente, sendo o esmalte o tecido mais duro do corpo humano. Embora estes elementos minerais contribuam fortemente para a resistência dos elementos dentais, por vezes não conferem a eles proteção absoluta contra processos químicos de dissolução, aos quais estão sujeitos ao longo da vida de cada indivíduo”, explica Góes. E é esse processo de perda dos elementos minerais dos elementos dentais pela ação de agentes químicos ácidos que a literatura da área denomina biocorrosão dental.

“A exposição constante do meio bucal à ação de ácidos leva, quase que invariavelmente, à perda progressiva destes componentes minerais, gerando lesões dos mais variados graus, sendo que muitas delas não manifestam sintomas dolorosos. Quanto maior for a acidez presente no alimento, maior será seu potencial biocorrosivo”, explica.

Dentre os alimentos sólidos ácidos mais conhecidos, pode-se destacar os doces, como  grande parcela dos biscoitos à venda no mercado, as frutas cítricas como maçã, laranja, limão, kiwi, e outras.

Em relação aos líquidos, destacam-se os chás gelados, os energéticos, a vodka, alguns vinhos e, muito fortemente, os refrigerantes, tão consumidos por crianças e adultos nos dias atuais. Para se ter uma ideia, sabe-se que o consumo destas bebidas, nos Estados Unidos, aumentou em torno de 300% nos últimos trinta anos. “Além dos muitos e já conhecidos males que causam à saúde geral dos indivíduos, julgamos importante trazer à discussão seus danos irreversíveis às estruturas dentais duras. Os refrigerantes à base de cola, em seus mais variados tipos, inclusive os diets e lights, são bebidas extremamente ácidas, o que lhes confere poder de destruição dental na mesma intensidade”.

As lesões aos dentes por biocorrosão, quando apresentam sintomas, provocam, em geral, desde leve sensibilidade, especialmente quando da ingestão de certos tipos de alimentos, até a perda da vitalidade do elemento dental, com consequente necessidade de tratamento de canal em casos mais avançados. O tratamento dependerá sempre do correto exame e diagnóstico, feitos pelo cirurgião dentista, variando em relação ao estágio em que se encontrarem as lesões.

Por isso, lembra Góes, é importante realizar consultas periódicas ao cirurgião dentista, ainda que nenhuma sintomatologia esteja presente, lembrando que nem sempre a inexistência de sintomas significa normalidade.

 

Por Assessoria de Comunicação e Marketing / Foto: arquivo profissional de Rogério Góes

 

 

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