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Pesquisa sobre jornais do século XIX motiva turma de estudantes em disciplina de História PDF Imprimir E-mail
Qui, 21 de Junho de 2018 16:47

Alguns dos alunos da disciplina sobre HistoriografiaEra para ser uma disciplina comum no currículo dos cursos técnicos integrados: Historiografia – entender como se pesquisa e se escreve sobre história e o papel do historiador. Uma série de textos poderiam dar conta do recado, mas não passariam de textos lidos – e talvez não assimilados além do dia da prova. Mas o professor Viegas Fernandes da Costa teve uma ideia diferente para fazer com que as lições  vistas na aula fossem realmente apreendidas: uma pesquisa na Hemeroteca Digital Catarinense, que disponibiliza o acervo documental de publicações periódicas, em especial jornais editados e publicados em Santa Catarina a partir do século XIX.


o estado“O jeito encontrado pelo professor Viegas fez com que a gente tenha feito reflexões muito maiores”, conta Isabel Akemi, aluna de quinta fase do curso técnico integrado em Eletrônica. “Quando o professor apresentou a proposta, fiquei bem curiosa. É um jeito bem diferente de lidar com o conteúdo histórico”, lembra Isabela Strapazzon, estudante de Edificações.

De acordo com a turma, foi a primeira vez que muitos tiveram contato mais próximo com jornais impressos. Isabel conta que o irmão mais velho, na época com 15 anos, gostava muito de ler e pediu uma assinatura de presente e por isso ela lia jornal com alguma frequência. Franccesco Linhares (Edificações) é um dos poucos que também disse ler por gosto. Os demais, como Lucas Gomes (Eletrônica), lembram de só usar jornal para recortar coisas para trabalhos de escola.

“Nos cursos técnicos integrados do câmpus, a unidade curricular de História é trabalhada de forma temática - um diferencial do IFSC em relação a outros modelos de ensino, que na maioria dos casos abordam o conhecimento histórico em uma perspectiva cronológica. Neste semestre, o tema é Historiografia, e o objetivo é permitir aos estudantes a compreensão da construção do conhecimento histórico de forma crítica, problematizando abordagens teóricas, temas e a noção de fonte histórica”, explica o professor Viegas.

folha do sulIsabela conta que chegou a ficar um pouco assusta. “Logo vimos que ia ser muito trabalhoso. O prazo para a realização do trabalho é de três meses, nunca fizemos algo tão longo”. Apesar do esforço, os estudantes gostaram da metodologia.

“Eu já tive uma vez, em outra escola, um professor mais criativo, mas a direção da escola não apoiava. É legal perceber que o IFSC dá essa liberdade para o professor que quer mudar o seu sistema de aula. Temos muitos espaços, pois sempre tem muitas palestras que, mesmo não tendo ligação direta com nossos estudos na hora, acabam nos trazendo muita informação e fazendo pensar”, diz Lucas. Sofia Mazon (Eletrônica) completa: “É um papel muito importante. Todas as escolas deveriam dar essa base a seus estudantes, porque nós seremos os formadores de opinião no futuro. Seremos os políticos, jornalistas”.

Para eles, a pesquisa trouxe reflexões muito além do necessário, além da busca de informações que aumentaram o aprendizado. Por exemplo, para poder contextualizar uma notícia de 1932 , eles tinham que pesquisar tudo o que aconteceu no Brasil naquele período. E vice-versa. “Lendo o jornal, a gente se via como as pessoas daquela época, podia entender o contexto por meio das notícias”, diz Sandro Pauli (Eletrônica).

Além disso, eles puderam notar a diferença não só de linguagem, mas de linhas editoriais no jornalismo brasileiro. “Uma função que hoje o jornal perdeu muito foi a divulgação da vida privada. Quem nascia, quem morria, quem casava, quem viajava. Hoje temos as redes sociais e a comunicação entre as pessoas é muito mais direta”, analisa Sofia. Isabela percebeu também que, antigamente, os jornais tinham suas posições políticas muito mais explícitas. Já para Lucas, os jornais eram bem mais focados em grupos específicos. “O jornal era feito de um grupo para os integrantes de um mesmo grupo ou categoria – sindicatos, trabalhadores, partidos”.

Eles também foram surpreendidos pelas fake news. “Descobrimos que fake news existem há muito tempo. E era ainda pior pois quem lia não tinha como checar a informação, era muito mais difícil desmentir”, afirma Isabela. Entre risadas, os estudantes lembraram da notícia de um “bebê-diabo” que teria nascido com chifres e matado pessoas em São Paulo, entre outras. “Coisas que a gente lia e via que só podia ser mentira, verdadeiros absurdos, mas estavam lá, como notícias em jornais 'sérios'”, completa.

Sabrina d'Aquino | jornalista | Assessoria de Comunicação e Marketing .

 

 

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