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Sex, 02 de Outubro de 2020 20:04

tabela com sintomas de ansiedadeA Coordenadoria de Saúde Ocupacional (CSO) elaborou o terceiro texto informativo sobre a saúde do servidor no contexto da pandemia Covid-19. O destaque desta semana é o impacto psicológico da pandemia, ansiedade e organização das rotinas.


Mesmo antes da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava altos índices de ansiedade na população brasileira. Dessa forma, lembra o texto da CSO, mais do que nunca, é preciso cuidar da saúde mental e da nossa rede de relações.

A ansiedade, de fato, impacta negativamente a nossa qualidade de vida. Suas manifestações são diversas e podem aparecer sob múltiplas formas: ataques de pânico, fobias, transtornos obsessivos compulsivos, estresse pós traumático, ansiedade generalizada etc. E, cabe destacar, a condição de pandemia e isolamento tende a aumentar a incidência dessas manifestações, afinal, o isolamento social, o medo e a incerteza são catalisadores potenciais para os sintomas ansiosos e até depressivos.

Leia abaixo o informativo completo da CSO.

>>> Confira o informativo número 1 <<<
>>> Confira o informativo número 2 <<<

Trabalho remoto e vida familiar: dimensões psicológicas da organização das rotinas

O ano de 2020 nos reservou surpresas nunca antes vivenciadas em nossa geração. Vivemos desde março, uma realidade imposta, a qual não pudemos planejar alternativas estratégicas que organizassem minimamente nosso cotidiano familiar e de trabalho. E é então, no contexto de nossas residências que estamos vivenciando a experiência laboral. Estamos, literalmente, “vivendo o trabalho em casa”. Essa organização não é fácil e requer muitos ajustes. “Tudo” aconteceu de forma muito improvisada e estamos, ainda, em fase de adaptação.

tabela como lidar com ansiedadeA Coordenadoria de Saúde Ocupacional vem atuando no enfrentamento dessa situação tão adversa, dando apoio e acolhimento aos servidores que nos acessam. O processo (necessário) de isolamento social e a realidade de disseminação da Covid-19 no nosso país têm provocado ansiedade na população em geral. Cabe destacar que mesmo antes da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava índices altíssimos de ansiedade na população brasileira. Dessa forma, mais do que nunca, é preciso cuidar da saúde mental e da nossa rede de relações.

A ansiedade, de fato, impacta negativamente a nossa qualidade de vida. Suas manifestações são diversas e podem aparecer sob múltiplas formas: ataques de pânico, fobias, transtornos obsessivos compulsivos, estresse pós traumático, ansiedade generalizada etc. E, cabe destacar, a condição de pandemia e isolamento tende a aumentar a incidência dessas manifestações, afinal, o isolamento social, o medo e a incerteza são catalisadores potenciais para os sintomas ansiosos e até depressivos.

A realidade não parece “nada ideal”. As queixas que nos chegam são diversas: como conciliar a intensa rotina de trabalho e as demandas domésticas e de cuidado com os familiares? Como trabalhar e conseguir dar apoio à rotina de estudos dos filhos pequenos e adolescentes? Como seguir trabalhando em meio à tanta exaustão? Como lidar com a frustração de não “alcançar” aquelas metas estabelecidas anteriormente e mais, como viver sem a perspectiva de um “retorno à vida normal” e com a imposição de um futuro incerto?

Em nossos acolhimentos, atentamos para as diversas dimensões psicológicas envolvidas nos quadros ansiosos e nas situações de sofrimento. Junto aos servidores, dialogamos sobre quais estratégias de cuidado e saúde mental estão sendo utilizadas para evitar grande sofrimento psíquico. Ou seja, nos cabe investigar quais sintomas estão persistentes e se existe (ou existiu) comprometimento significativo do funcionamento social ou do cotidiano. Além disso, de suma importância é conhecer um pouco da história dessa pessoa que estamos atendendo para entender se já ocorreram transtornos mentais anteriores que poderiam até estar com sintomas estabilizados, mas numa situação como a que vivemos, tendem a reaparecer e agudizar. Portanto, torna-se fundamental promover o bem estar psicossocial e dessa forma, ajudar o servidor a reduzir o estresse agudo, focando na resolução dos problemas e nos recursos disponíveis para tal.

As formas de enfrentamento ao sofrimento podem ser diversas e dependem muito de cada pessoa. Ou seja, num trabalho de acompanhamento psicológico iremos sempre focar nesse processo: o autoconhecimento. É fundamental que possamos ajudar os servidores a identificar os recursos internos previamente utilizados em outras circunstâncias da vida, aqueles que já são “velhos conhecidos” e que já obtiveram sucesso. E assim, vamos atuar de uma forma a manejar o quadro, dando suporte e acolhida, incentivando que o servidor preste atenção ao que se passa consigo mesmo e acesse as suas próprias formas de enfrentamento e com isso, minimizar o sofrimento.

Além disso, a sensação de “partilha” é muito importante. Ser escutado de forma qualificada, dividir o problema e pensar sobre ele são estratégias de promoção de saúde. Nós precisamos investir nessas estratégias! Além disso, é importante nos unirmos em prol de qualificar nossas relações sociais, ainda que em meio a uma situação de pandemia e isolamento físico. São muitas as possibilidades de contatos virtuais e ainda que esses não “supram” o calor de um abraço, podem se transformar em experiências humanizadoras. Não vamos utilizar os recursos tecnológicos apenas para as tarefas laborais. Vamos sim, buscar alternativas de contato humano, de conversa, de troca e por assim dizer, de proteção à nossa saúde.

Contem conosco! A Coordenadoria de Saúde Ocupacional (CSO) está à disposição de todos os servidores do Campus para acolhimento e sempre, como espaço reservado de total sigilo.

Contatos
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Equipe Técnica: Letícia Wiggers, Maria da Conceição Corrêa.

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